A tecnologia híbrida‑flex combina dois sistemas de propulsão em um mesmo veículo: um motor elétrico e um motor a combustão flex, capaz de operar com etanol ou com gasolina, isoladamente ou em qualquer proporção. Um sistema de controle eletrônico gerencia de forma automática a atuação desses motores, selecionando a melhor combinação conforme as condições de uso, como velocidade, aceleração e nível de carga da bateria. O resultado é uma solução tecnicamente avançada, mas simples para o usuário, que não precisa realizar ajustes nem adotar novos hábitos de condução.
No uso cotidiano, o motor elétrico é priorizado em situações de menor demanda energética, como deslocamentos urbanos e trânsito intenso, o que contribui para maior eficiência e redução de emissões. Em momentos que exigem mais potência, o motor a combustão entra em funcionamento, podendo atuar em conjunto com o motor elétrico. A energia utilizada pelo sistema elétrico é proveniente de uma bateria que se recarrega automaticamente durante o uso do veículo, especialmente por meio das frenagens e desacelerações, eliminando a necessidade de recarga externa em tomadas.
Desenvolvida a partir das características da matriz energética brasileira, a tecnologia híbrida‑flex valoriza o etanol, um biocombustível renovável amplamente disponível no país e reconhecido por seu menor impacto ambiental ao longo do ciclo de vida. Quando um veículo é abastecido com etanol, a tecnologia garante uma redução de até 70% nas emissões de dióxido de carbono e cerca de 30% de eficiência energética, comparado aos veículos convencionais (não híbridos) movidos a gasolina¹.
Ao integrar eletrificação e uso intensivo do etanol, essa tecnologia representa uma rota prática e acessível para a mobilidade de baixo carbono, aproveitando a infraestrutura existente e contribuindo para a redução das emissões no setor de transportes. Dessa forma, a tecnologia híbrida‑flex se apresenta como uma solução de transição consistente, alinhada aos desafios ambientais e às condições socioeconômicas do Brasil.
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